sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Voragem











(Vertigem+Coragem)
pra voar sem sair do chão
------------------------------------
Sinto-me encurralado
na guerra entre dois mundos


um me pertence

-----------------------------------
o outro me devora


As pessoas, desse lado de cá
me julgam em cima do muro

mas

no

meu não muros

universo existem




Onde está a poesia?

Alguém recortou-lhe o espírito

e a colagem foge ao universo verbal

ilha de edição? Continentes, planetas..

Um poema hoje, não tem versos

são idéias puras

desvinculadas de toda fisicalidade possível

onde está o poeta?

Hoje ele se esconde

Medo de se tornar um “big”brother...Medo?

Hoje ele está disfarçado, por detrás das lentes,

ou de um pincel, um lápis ou um spray


pixando um muro, escrevendo numa carteira da sala de aula


ou mesmo escalando uma montanha, descendo um rio, surfando

escondido num túnel cinético de água, espuma e iemanjá

transveste-se como um palhaço, puro disfarce

porque já perdeu seu corpo, sua forma

sua função de não ter função

é o poeta ou o poema que já não tem corpo?

E que diferença isso faz?

Ele fala...

A poesia virtualizou-se numa constante reedição

num photoshop surReal

que é somente ouvido

por aqueles que tem olhos poéticos

(é preciso olhos bem abertos pra cheirar as sutilezas que a Terra geme)

A crueldade romântica libertou-se dos auto-flagelos sentimentalistas

agora ela é puro entusiasmo incondicional

e finalmente soltaram-se as amarras semânticas,

Cinestésicas, misturaram-se ao rio de tudo

o Amazonas da arte, que

despreparadamente organiza

a composição de uma bagunça

bagunça de sentidos, sublimando-se à foz, beijo no mar

beijo por inteiro, onda que se espatifa na areia

e dissolve-se... pouco a pouco nas correntezas inúmeras do devir

CapEta-lirismo... Capetalismo, consum-ismo; Kptal-ISMO

No sal conservam-se os infinitos “ismos”

que já não intensionam sequer significar

e no movimento de ruptura de uma onda que atravessa o oceano adentrando continentes e se misturando ao pulso da paisagem invisivelmente em silêncio absoluto eu... grito:

(((o que te motiva?)))


Uirá Felipe

Nenhum comentário: